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"Me sinto culpada, mas a maternidade me sufocou!"

  • Foto do escritor: Mariana Garcia
    Mariana Garcia
  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de jun.

mulher se escondendo
mulher se escondendo

Infelizmente, a sensação de sufocamento impera em muitas mulheres após se tornarem mães. Isto é muito comum para a maioria, mas ocorre principalmente quando as mães não têm rede de apoio ou esta é escassa. 


Aliás, devo dizer: são raros os casos em que as mães não se sentem sufocadas. Eu mesma me senti muito sufocada ao me tornar mãe apesar da minha rede de apoio. 


Essa sensação acontece devido a: 

  • perda abrupta de autonomia, 

  • perda da independência, 

  • Perda da identidade,

  • sobrecarga emocional,

  •  exaustão física e mental e 

  • pressão para ser uma mãe perfeita.


 Em muitos casos, espera-se apoio emocional dos familiares e do pai do bebê, mas eles não conseguem ou não querem dar o apoio que a mãe precisa. 

Ainda por cima, muitas acabam perdendo todas as amizades. 


Eu me lembro que a perda da identidade foi algo tão intenso para mim que eu me esqueci das coisas que eu gostava antes de ser mãe.

Por um longo tempo, deixei de ouvir músicas e já não sabia mais qual estilo musical eu gostava. O estilo de roupa então! Era como se nenhuma roupa do meu guarda-roupa me representasse mais.


Ademais, eu amei me tornar mãe, eu amo minha filha e fiquei imensamente feliz, mas mesmo assim a sensação de sufocamento veio e só quem passou por isso foi capaz de me compreender.


Em alguns casos, o sufocamento acompanha transtornos mais graves como a síndrome de burnout materno, depressão pós-parto e crise de pânico. Nessa fase, corre o risco desses problemas se agravarem e se instalarem de forma crônica mesmo após anos se passarem se não houver tratamento adequado.


Por vezes, temos a tendência de nos anularmos para sermos uma boa mãe, mas aí está o engano. Não temos como ser uma boa mãe se adoecermos ao ponto de não suportar mais. Nossos filhos precisam da mãe bem, saudável, feliz e com disposição.


Algumas instruções que me ajudaram muito:

  • voltar a ouvir música junto com o bebê, 

  • Caminhar durante o dia (luz solar combate depressão),

  • Rede de apoio on-line de outras mães,

  • Grupo terapêutico,

  • Apoio espiritual,

  • Organizar a rotina de sono do bebê.


Por esses motivos, sabe-se que em casos mais graves como a depressão pós-parto, a síndrome de burnout e a crise de pânico é indispensável a ajuda de uma profissional da área da saúde mental. Você não precisa passar por isso sozinha.


Aqui você encontra uma profissional que é mãe, você encontra uma escuta acolhedora e sem julgamentos e a guia para viver uma maternidade mais leve. Você não vai voltar a ser a mesma de antes, mas você pode se tornar uma pessoa muito melhor!



 
 
 

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Psicanalista
Mariana G. Garcia

Para mais informações:

Wpp: 62991566892

Atuando na área da saúde mental desde 2018

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