Será mesmo que ciúmes é cuidado?
- Mariana Garcia

- 9 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de jun.

Eu já ouvi em muitos lugares, inclusive em músicas, frases com o sentido de que ciúme é zelo, cuidado, ou amor. Aqui no Brasil existe toda uma cultura tendenciosa a romantizar esse sentimento até mesmo em casos mais severos.
Um grande exemplo musical capaz de demonstrar isso é aquela música de romance famosa cuja letra diz:
"O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora"
Ah, pois o que tem de normal e saudável em querer saber cada passo que o(a) companheiro(a) dá?
Esse ciúme exagerado é apenas um sintoma de questões internas que, muitas vezes, estão ali no inconsciente, escondidas. O ciúme nada mais é que o medo de perder. Junto desse medo há uma insegurança: "Será que eu sou suficiente? Será que estou fazendo tudo certo para ele(a)?".
Vem compreender comigo o seguinte: todo esse medo, as incertezas e inseguranças girando ao redor do ciúme tem uma raiz no passado, o medo do abandono.
Geralmente, esse medo nasce em algum acontecimento na infância que a criança interpretou como abandono, mesmo não tendo sido abandonada necessariamente.
Por exemplo, um caso clássico:
Um familiar muito querido da criança morre, pode ter a mãe, pai, avós ou tios ou até irmãos. O familiar falecido não teve culpa, mas a criança se sentiu abandonada, especialmente se a conexão com os outros familiares era mais baixa.
É comum quem tem esse medo ser uma pessoa descrita como possessiva, obsessiva e controladora. Além disso, também é comum se ter o hábito de fazer tudo para agradar o(a) parceiro(a) amaroso(a), mesmo que isso signifique prejudicar a si mesmo ou a outros.
"Tá, eu sou assim, reconheço isso, eu sofro com isso, mas não consigo mudar. E agora?"
O primeiro passo para mudar é reconhecer. Muito bem! Esse passo não é nada fácil. O segundo passo é compreender que a mudança de hábitos ruins requer toda uma nova construção de hábitos bons por meio da cura dos seus traumas. Fique calmo(a). Eu estou aqui para te auxiliar nessa jornada. O terceiro passo é entrar em contato comigo por meio do botão.
Lembre-se: você é um humano assim como eu e todo o resto do mundo. Estamos todos sujeitos a viver impulsionados por traumas. O importante é ir em direção a uma vida livre dessas amarras.



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